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Disfunção erétil: um problema muito mais comum do que imaginamos

Cintia Cercato

10/01/2020 04h00

iStock

Existe um problema que afeta muitos homens, e que é bem mais comum do que imaginamos. Você sabia que a disfunção erétil acomete cerca de metade dos homens acima de 40 anos? Estimativas indicam que cerca de 322 milhões de homens em todo o mundo serão afetados por esse problema até 2025. E a expectativa é que o número piore ao longo das décadas por conta do estilo de vida ruim que estamos levando.

A disfunção erétil é definida como a incapacidade em obter e manter uma ereção suficiente, que permita uma atividade sexual satisfatória. A ereção é um processo complexo e depende da interação entre hormônios, vasos e nervos. Qualquer alteração em algum desses pontos pode comprometer o processo.

Assim, os fatores de risco clássicos para as doenças cardiovasculares, também são fatores que aumentam a chance de um homem apresentar a disfunção erétil. Fumar, ser sedentário, estar acima do peso, ter hipertensão, diabetes, ou colesterol alto, tudo isso, acaba afetando a função vascular, comprometendo o fluxo sanguíneo para o pênis durante a atividade sexual.

Problemas hormonais também podem ser responsáveis por dificuldades nessa área. Níveis baixos de testosterona e doenças tireoidianas devem ser pesquisados nesses casos. E não podemos esquecer que alguns medicamentos para tratar doenças comuns podem afetar a ereção. Em geral, os principais medicamentos relacionados à disfunção sexual são os utilizados para tratar a hipertensão ou a depressão.

Claro que essas duas doenças são fatores de risco para a disfunção erétil, mas o tratamento delas não deve ser mais uma fonte de problemas. Converse com o seu médico, pois pode ser necessário trocar o remédio que você usa por outro.

Uma boa notícia é que o risco de disfunção erétil pode ser reduzido com a melhora do estilo de vida. Uma alimentação adequada e atividade física regular podem garantir uma boa saúde sexual, além de proteger o coração, já que a disfunção erétil e a doença cardiovascular andam juntas. Uma pesquisa com mais de 500 homens portadores de diabetes do tipo 2 demonstrou que seguir uma dieta mediterrânea reduz o risco de disfunção erétil.

A razão para isso pode estar relacionada aos benefícios cardiovasculares e metabólicos tão bem comprovados com esse padrão de dieta.

Mas se você está tendo dificuldades sexuais, procure o médico. Não se sinta constrangido, já que essa é uma condição bastante comum. É preciso fazer um diagnóstico correto, para a melhor decisão terapêutica. Hoje em dia é muito comum a automedicação, mas sem dúvidas esse não é o melhor caminho.

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Sobre a autora

Cintia Cercato é médica endocrinologista pela USP (Universidade de São Paulo), que se dedica à obesidade desde que defendeu doutorado nessa área em 2004. É a professora responsável por essa disciplina na pós-graduação da Faculdade de Medicina da USP, onde desenvolve várias pesquisas sobre o tema. Foi presidente da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso) e atualmente é diretora do departamento de obesidade da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).
- Site: www.cintiacercato.com.br
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Sobre o blog

Este é um espaço com conteúdos relevantes sobre controle do peso, dieta, estilo de vida e tratamento da obesidade. Todas as publicações têm como base a melhor evidência científica disponível, garantindo informações de credibilidade.

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