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Saiba se seu filho está crescendo bem e quando se preocupar com sua altura

Cintia Cercato

27/09/2019 04h00

Crédito: iStock

Crescer adequadamente representa quase sempre boa saúde. Desde a vida intrauterina até a fusão das cartilagens de crescimento ao final da puberdade esse processo ocorre em velocidades diferentes. E em cada fase da vida esse é um parâmetro que deve ser muito bem avaliado pelo médico.  Na vida intrauterina por exemplo, a velocidade de crescimento varia conforme a idade gestacional. O exame clínico, com a avaliação da altura uterina e a realização de ultrassonografia ajuda o obstetra a avaliar a saúde do futuro bebê, bem como o crescimento e desenvolvimento fetal.

Após o nascimento, logo no primeiro ano de vida ocorre uma fase de crescimento acelerada. O bebê cresce cerca de 25 cm no primeiro ano, 12 cm no segundo ano e 8cm no terceiro ano. E sim, estar crescendo no ritmo correto é um ótimo sinal.  Após essa fase, ocorre uma desaceleração em que a criança costuma crescer de 4-6 cm/ano, até que na puberdade tem a fase do estirão. As meninas costumam ter o estirão logo no início da puberdade, crescendo cerca de 8 a 10 cm/ano e os meninos costumam ter o estirão em fases mais tardias da puberdade, crescendo cerca de 10 cm a 12 cm por ano. Assim, no começo as meninas ficam mais altas e desenvolvidas, mas depois os meninos acabam crescendo numa velocidade maior.

Você sabia que 80% da altura é determinada pela genética? É muito importante que o pediatra avalie a altura dos pais para conhecer o potencial genético de crescimento dos filhos. Para isso é usada uma fórmula:

Altura alvo de meninos = (Altura do pai em cm + Altura da mãe em cm /2) + 6,5 cm

Altura alvo de meninas = (Altura do pai em cm + Altura da mãe em cm /2) – 6,5 cm

O canal familiar corresponde ao valor da altura alvo ± 5 cm.

Por exemplo, se um menino tem a mãe com 160 cm e o pai com 181 cm, a altura alvo dele será de 177 cm, com uma variação de 172 a 182 cm.

O pediatra costuma colocar a altura da criança em curvas de crescimento.

Quando devemos nos preocupar? Quando a criança está muito abaixo do canal familiar, ou naquelas crianças que vinham crescendo direitinho, mas que começam a desacelerar , ganhando menos centímetros que o esperado.  O contrário, ou seja, crescimento muito acelerado, também pode merecer uma avaliação mais detalhada.

Assim, não deixe de levar seus filhos ao pediatra, em consultas de rotina para monitorar o crescimento. Esse sem dúvida é um importante marcador de saúde!

Sobre a autora

Cintia Cercato é médica endocrinologista pela USP (Universidade de São Paulo), que se dedica à obesidade desde que defendeu doutorado nessa área em 2004. É a professora responsável por essa disciplina na pós-graduação da Faculdade de Medicina da USP, onde desenvolve várias pesquisas sobre o tema. Foi presidente da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso) e atualmente é diretora do departamento de obesidade da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).
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Sobre o blog

Este é um espaço com conteúdos relevantes sobre controle do peso, dieta, estilo de vida e tratamento da obesidade. Todas as publicações têm como base a melhor evidência científica disponível, garantindo informações de credibilidade.

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